Dumitru Ghereg
Bitcoin Hamster
Como ter sucesso em criptomoedas
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© Dumitru Ghereg, 2025
Bem — vindo a um mundo onde alguns ganham e outros pagam pela experiência. Este livro é para aqueles que estão cansados de comprar em Hayah e vender em pânico. Não há gráficos chatos e jargão técnico. Em vez disso, uma conversa honesta e prática sobre como sobreviver e ter sucesso no mundo das criptomoedas. Psicologia, estratégia, casos e anatomia do fracasso. Tudo o que você precisa para deixar de ser um «hamster» e começar a agir como um jogador experiente.
ISBN 978-5-0068-6654-6
Создано в интеллектуальной издательской системе Ridero
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Prefácio
Não era assim que eu imaginava tudo quando começamos. Sonhava com dinheiro, carros, hype, garotas — liberdade. De certa forma, eu até consegui tudo isso, mas junto vieram perdas em projetos scam, depósitos perdidos, estresse constante, cabelos brancos e desconfiança nas pessoas. Na corrida pelos «x’s» eu perdi a mim mesmo, a paz e o gosto pela vida. Parece que esqueci o motivo pelo qual comecei. Todos aqueles gráficos, chats, discussões intermináveis sobre estratégias e entradas — tornaram-se o sentido da vida, substituindo tudo o mais. Parei de perceber as pequenas alegrias: o aroma do café pela manhã, conversas com pessoas queridas, passeios sem o celular na mão. Agora olho no espelho e não me reconheço — não por causa da aparência, mas pelo olhar. Ele apagou. Não há mais fogo de sonho — apenas ansiedade, cansaço e a pergunta: «Será que valeu a pena?» Talvez seja hora de dar um passo atrás. Dar uma pausa. Lembrar quem eu sou fora das trades, fora dos números, fora da corrida pelo sucesso.
Todos os dias, o mercado de criptomoedas atrai cada vez mais pessoas — com promessas de dinheiro fácil, liberdade do sistema e a chance de encontrar aquela moeda que vai fazer «life-changing money» (dinheiro que muda a vida). Mas por trás dessa fachada brilhante, não existem apenas oportunidades, mas também riscos que muitos preferem silenciar. Milhares de iniciantes entram no jogo sonhando em ficar ricos e saem de mãos vazias. Por quê? Porque o mercado é o mecanismo mais eficiente de tirar dinheiro das pessoas. Aqui, não vence o mais sortudo ou o mais inteligente, mas aquele que é frio, paciente e calculista.
Este livro não é sobre como se tornar milionário da noite para o dia. É sobre como sobreviver no mercado de criptomoedas, preservar seu depósito, sua saúde mental e seu senso de humor, mesmo quando tudo ao redor desmorona. Vamos falar sobre estratégias, riscos, psicologia e os erros mais comuns cometidos no mercado cripto. Você aprenderá como ganhar dinheiro sem correr atrás do hype, e, o mais importante, como não ficar com nada. Lembre-se: você não precisa ser um gênio para lucrar em cripto. Basta não ser o hamster mais burro na roda.
Parte I: O Despertar
Capítulo 1. Por Que o Bitcoin é a oitava maravilha do mundo
«Existem 58 milhões de milionários no mundo e apenas 21 milhões de bitcoins».
O sonho de um mundo melhor tem transformado a humanidade desde os tempos mais remotos. Com o desenvolvimento dinâmico da tecnologia, diferentes líderes de opinião questionam os modelos existentes de sociedade em termos de sua sustentabilidade futura. Liberdade pessoal versus coerção e controle estatal, ou uma vida mais confortável e fácil à custa da perda da privacidade. Essas questões são uma metáfora para reflexões profundas sobre a digitalização do nosso mundo e a interação do homem com a tecnologia. Os defensores da criptoeconomia veem um novo modelo de descentralização, baseado na tecnologia blockchain, como um possível caminho para a criação de um mundo mais justo e equitativo.
Em 31 de outubro de 2008, um programador usando o pseudônimo de Satoshi Nakamoto publicou em uma lista de discussão de criptografia um breve artigo anunciando a criação de um «novo sistema de pagamento eletrônico descentralizado», funcionando sem intermediários. O artigo descrevia um sistema em que todas as transações ocorrem diretamente, sem a necessidade de terceiros confiáveis. O autor forneceu uma visão geral do artigo e um link para a versão completa. A ideia principal era criar um sistema de pagamento com sua própria moeda, usando algoritmos matemáticos complexos para validar transações sem intermediários. A emissão desta moeda digital ocorreria automaticamente, com uma frequência predefinida, recompensando os usuários pelos esforços computacionais gastos na confirmação das operações.
Embora a maioria das tentativas anteriores de criar dinheiro digital não tivesse sucesso, o sistema proposto por Satoshi Nakamoto conseguiu se estabelecer. Inicialmente, parecia que o Bitcoin atrairia apenas um pequeno grupo de criptógrafos, pois no primeiro ano apenas algumas dezenas de usuários começaram a minerar e trocar «coins», que na época tinham apenas valor colecionável. No entanto, em outubro de 2009, uma bolsa online realizou uma transação de 5050 bitcoins por 5,02 dólares, equivalente a 1 dólar por 1006 «moedas». Este foi o primeiro caso de troca de moeda digital por dinheiro fiduciário, com o valor baseado no custo da energia necessária para sua mineração. Este momento foi crucial, pois o Bitcoin começou a ser visto não apenas como um brinquedo para programadores, mas como um ativo real com um preço pelo qual as pessoas estavam dispostas a pagar. Em 22 de maio de 2010, ocorreu outro marco: um usuário gastou 10 mil bitcoins em duas pizzas no valor de 25 dólares. Foi a primeira vez que o Bitcoin foi usado como meio de troca de bens. A transição do Bitcoin de um ativo colecionável para um meio de troca levou cerca de sete meses. Desde então, o número de usuários e transações na rede Bitcoin cresceu constantemente, assim como a capacidade computacional. Como resultado, em poucos anos, o preço da criptomoeda disparou para níveis recordes.
Hoje, podemos afirmar com segurança que a invenção de Nakamoto não é apenas uma paixão de entusiastas, mas uma tecnologia que passou no teste do mercado e resolve problemas concretos. O preço do Bitcoin já é incluído em boletins de notícias ao lado das cotações das moedas nacionais. O Bitcoin deve ser visto como um software distribuído que permite transferências de valor usando uma moeda protegida contra inflação e independente de intermediários centralizados. Em outras palavras, o Bitcoin automatiza funções que hoje cabem aos bancos centrais, codificadas em software distribuído por milhares de máquinas. Isso garante quase total segurança, pois mudanças no código só podem ser feitas com o consentimento de todos os participantes da rede. Assim, o Bitcoin se tornou a primeira moeda digital viável, oferecendo confiabilidade e estabilidade. Embora tenha surgido na era digital, seus objetivos — fornecer um meio de pagamento controlado inteiramente pelo proprietário e quase imune à inflação — são relevantes desde os tempos antigos.
Para entender o Bitcoin, é preciso primeiro compreender a natureza do dinheiro, suas funções e sua história. Alimentos, sal, peles de animais, ouro, prata, notas promissórias e até objetos brilhantes serviram, em diferentes épocas, como dinheiro. O valor que hoje chamamos de dinheiro pode ser convertido em diversos serviços e bens. É evidente que o dinheiro passou por muitas transformações ao longo da história, das moedas e cédulas físicas às formas digitais modernas. Essa evolução reflete o crescimento e a complexidade da sociedade. A moeda é a manifestação prática do conceito de dinheiro e, para cumprir sua função, deve atender a três critérios principais: ser um meio confiável de preservação de valor, fornecer um método eficiente de transferência de valor e servir como uma medida conveniente de valor, que possa ser comparada e quantificada. O elemento-chave desses critérios é a confiança social. Por isso, muitas formas iniciais de troca, como gado, conchas ou simplesmente objetos brilhantes, não se consolidaram como dinheiro. Elas não atendiam a todos os requisitos, pois não preservavam valor estável, eram inconvenientes de transportar e difíceis de medir e comparar. Entre todas as moedas, o ouro é uma das mais antigas e conhecidas. Ele possui várias vantagens que o tornam uma moeda ideal:
Raridade e durabilidade: o ouro é um metal raro, difícil de reproduzir e extrair. Não se deteriora com o tempo e mantém suas propriedades e valor. Apesar de ser usado em joias, mantém suas características e valor.
Facilidade de transporte: devido à sua alta densidade, o ouro é compacto e fácil de transportar, uma vantagem significativa em relação, por exemplo, a animais vivos.
Uniformidade: o ouro é altamente uniforme — uma onça de ouro puro é igual a qualquer outra onça. Isso facilita o comércio e torna o ouro prático para trocas, diferente de conchas ou pedras preciosas, que variam em valor.
O valor do ouro é baseado na confiança social, formada por sua raridade, intercambiabilidade, portabilidade e resistência à deterioração. No entanto, com o tempo, surgiram desvantagens no uso do ouro como moeda. Falsificadores começaram a adicionar metais menos valiosos ao ouro, reduzindo seu valor original. Além disso, carregar barras de ouro pesadas era incômodo, e as pessoas buscavam alternativas mais práticas. Dividir ouro também era difícil no comércio cotidiano. Buscando uma solução melhor, surgiu o dinheiro em papel lastreado em ouro. O princípio era simples: você depositava ouro (ou prata) em um banco e recebia um documento, conhecido como nota promissória, que podia ser usado como dinheiro. O dinheiro em papel era muito mais leve, facilmente fracionável e o banco podia torná-lo relativamente difícil de falsificar. Assim, o papel atendia a todos os critérios e, mais importante, gozava de confiança, pois a nota promissória era lastreada em ouro.
Mas o que há de errado com nosso dinheiro em papel hoje? Quer ouvir a dura verdade? Na década de 1950, a maioria dos países abandonou o chamado «padrão ouro», desvinculando a oferta monetária do ouro. Até o dólar americano, a principal moeda de reserva mundial, deixou o padrão ouro em favor do câmbio flutuante em 1971. Os governos queriam gerenciar melhor a inflação e a deflação controlando a quantidade de dinheiro em circulação. De repente, qualquer banco central poderia aumentar ou diminuir a oferta de dinheiro a seu critério. O dinheiro tornou-se uma mercadoria que vale exatamente o quanto as pessoas estão dispostas a pagar nos mercados externos, ou conforme a confiança local. O dinheiro em papel moderno deixou de ser meio de preservação de valor. O papel-moeda tem valor apenas para você. Você não pode
